Minha oração no final do Ano
Senhor Deus, dono do tempo e da eternidade,
Teu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro.
Ao acabar mais um ano, quero Te dizer obrigado
por tudo aquilo que recebi de Ti.
Obrigado pela vida e pelo amor,
pelas flores,
pelo ar e pelo sol,
pela alegria e pela dor,
pelo o que foi possível
e pelo o que não foi.
Ofereço-te tudo o que fiz neste ano,
o trabalho que pude realizar,
as coisas que passaram pelas minhas mãos
e o que com elas pude construir.
Apresento-te as pessoas que ao longo destes meses amei,
as amizades novas e os antigos amores.
Os que estão perto de mim e aqueles que pude ajudar,
as com quem compartilhei a vida, o trabalho,
a dor e a alegria.
Mas também, Senhor, hoje quero Te pedir perdão.
Perdão pelo tempo perdido, pelo dinheiro mal gasto,
pela palavra inútil e o amor desperdiçado.
Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito,
perdão por viver sem entusiasmo.
Também pela oração que aos poucos fui adiando
e que agora venho apresentar-Te,
por todos meus olvidos, descuidos e silêncios,
novamente Te peço perdão.
Nos próximos dias começaremos um novo ano.
Paro a minha vida diante do novo calendário
que ainda não se iniciou e Te apresento estes dias,
que somente Tu sabes se chegarei a vivê-los.
Hoje, te peço para mim, meus parentes e amigos,
a paz e a alegria, a fortaleza e a prudência, a lucidez e a sabedoria.
Quero viver cada dia com otimismo e bondade,
levando a toda parte um coração cheio de
compreensão e paz.
Fecha meus ouvidos a toda falsidade
e meus lábios a palavras mentirosas,
egoistas ou que magoem.
Abre sim, meu ser a tudo o que é bom.
Que meu espírito seja repleto
somente de bênçãos para que as derrame
por onde passar.
Senhor, a meus amigos que lêem
esta mensagem, enche-os de Sabedoria, Paz e Amor.
E que nossa amizade dure para sempre em
nossos corações.
Enche-me, também, de bondade e alegria
para que todas as pessoas
que eu encontrar no meu caminho
possam descobrir em mim
um pouquinho de Ti.
Dá-nos um ano feliz, e ensina-nos a
repartir felicidade.
Amém
Feliz 2010!!!!!!!!
MARA MARIA
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Lavanda

Lavanda ou alfazema
Lavandula officinalis.
Lavanda e alfazema são a mesma coisa, o mais certo é usar o termo lavanda, orginária do termo "lavandula", do verbo "lavare" que significa lavar, tomar banho.
Uma das fragrâncias mais conhecidas e agradaveis. Dificilmente não agrada.
Faz bem pra pele e pra alma. É poderoso cicatrizante, regenerador da pele, calmante por seus efeitos sedativos e por isso indicada para banho noturno e produtos para quarto e roupas de cama.
A cor lilás nos faz lembrar de um campo de lavanda, mas as cores são variadas, além da lilás temos branca, vinho e as tonalidades com varias nuances de lilás.
O óleo essencial tem poucos efeitos colaterais, por isso pode ser usado em massagens para crianças.
historico
A alfazema é uma erva muito cheirosa, originária da Ásia. De acordo com a História, ela foi inicialmente batizada pelos gregos com o nome de "nardus", em alusão à sua origem ligada a Naarda, uma cidadezinha na Síria, perto da região do rio Eufrates. Sua fama espalhou-se rapidamente pela Europa e foi ela a principal percursora do desenvolvimento e da expansão da arte da perfumaria e cosmética. Seus benefícios são tão amplos que, na aromaterapia, ela é considerada o óleo essencial básico para praticamente todos os tratamentos. Seu aroma é indicado especificamente para tranqüilizar o sistema nervoso, agindo sobre a emoção e deixando as pessoas mais serenas.
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óleo essencial de lavanda
Alecrim auxilia no combate aos radicais livres.
Texto: Leandra Rajczuk
Fonte: Agência USP
Publicado em: 25/09/2008
Alecrim auxilia no combate aos radicais livres.
Uma pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP analisa a capacidade antioxidante das folhas do alecrim, revelando o quanto seria possível inibir os radicais livres. “O alecrim é bastante apreciado por seu aroma e sabor, tendo como constituintes os seguintes compostos fenólicos: ácido carnósico, carnosol, ácido rosmarínico, ácido caféico e éster do ácido hidroxicinâmico”, explica a nutricionista Ana Mara de Oliveira e Silva, autora da dissertação de mestrado Efeito dos compostos fenólicos presentes no alecrim (Rosmarinus officinalis L.) sobre as enzimas antioxidantes e os parâmetros bioquímicos de ratos diabéticos induzidos por estreptozotocina, defendida no dia 30 de maio. O alecrim (Rosmarinus officinalis L.) é um arbusto comum na região do Mediterrâneo ocorrendo até 1.500 metros de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária (segundo definição da Wikipédia, enciclopédia livre na Internet). Consta na enciclopédia que, “devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim significa “orvalho do mar.” Foi avaliada a capacidade antioxidante in vitro de extratos e frações de ácidos fenólicos obtidos das folhas de alecrim e o efeito do extrato aquoso sobre ratos diabéticos. “Constatamos que tanto os extratos como as frações apresentaram altos teores de compostos fenólicos totais e expressiva atividade antioxidante in vitro nos três métodos utilizados.” Ratos diabéticos Mediante ensaio in vivo, os ratos diabéticos apresentavam valor de glicemia em torno de 350 miligramas por decilitro (mg/dl), com características típicas da doença: poliúria (aumento de diurese), polifagia (excessivo consumo de alimento), polidipsia (sede excessiva) e perda de peso. Dentre os quatro grupos de ratos diabéticos, três foram tratados com extrato aquoso de alecrim administrado por 30 dias em concentrações diferentes. “O extrato aquoso de alecrim aumentou a atividade das enzimas antioxidantes (catalase e glutationa peroxidase) no fígado, e da superóxido dismutase no cérebro de ratos diabéticos, diminuindo também o percentual de hemoglobina glicada", afirma Ana Mara, explicando que, dessa forma, atenua-se o estresse oxidativo normalmente presente na doença. Amostras de sangue e tecidos foram coletadas após dois meses de experimento para a avaliação da capacidade antioxidante do extrato aquoso de alecrim. “A mesma dose (concentração intermediária de compostos fenólicos), quando administrada por 60 dias, além dos benefícios sobre a glicação de proteínas (hemoglobina glicada) e enzimas antioxidantes, também reduziu a concentração de lipídios circulantes, creatinina, bem como, manteve os valores normais das enzimas de função hepática.” O extrato aquoso de alecrim apresentou capacidade antioxidante in vitro significativa e quando administrado na concentração de 50 miligramas por quilo (mg/Kg) pode ter papel importante sobre o estresse oxidativo presente no diabetes experimental. “Esse dado indica que houve uma melhora significativa do perfil lipídico e antioxidante nos grupos de animais diabéticos que receberam o extrato aquoso dessa especiaria, sobretudo, na concentração de 50 mg/kg”, explica Ana Mara. A dissertação de mestrado de Ana Mara foi orientada pelo professor Jorge Mancini Filho, diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Mancini coordena há duas décadas um grupo de pesquisas que tem se dedicado ao estudo das mais variadas ervas e especiarias – canela, mostarda, orégano, sálvia e erva-doce –, que são fontes de antioxidantes naturais. Essa capacidade antioxidante está relacionada aos compostos fenólicos que apresentam papel importante nos processos de inibição de risco das doenças cardiovasculares e podem atuar sobre o estresse oxidativo, relacionado com diversas patologias como o diabetes, o câncer e processos inflamatórios.
Texto: Leandra Rajczuk
Fonte: Agência USP
Publicado em: 25/09/2008
Fonte: Agência USP
Publicado em: 25/09/2008
Alecrim auxilia no combate aos radicais livres.
Uma pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP analisa a capacidade antioxidante das folhas do alecrim, revelando o quanto seria possível inibir os radicais livres. “O alecrim é bastante apreciado por seu aroma e sabor, tendo como constituintes os seguintes compostos fenólicos: ácido carnósico, carnosol, ácido rosmarínico, ácido caféico e éster do ácido hidroxicinâmico”, explica a nutricionista Ana Mara de Oliveira e Silva, autora da dissertação de mestrado Efeito dos compostos fenólicos presentes no alecrim (Rosmarinus officinalis L.) sobre as enzimas antioxidantes e os parâmetros bioquímicos de ratos diabéticos induzidos por estreptozotocina, defendida no dia 30 de maio. O alecrim (Rosmarinus officinalis L.) é um arbusto comum na região do Mediterrâneo ocorrendo até 1.500 metros de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária (segundo definição da Wikipédia, enciclopédia livre na Internet). Consta na enciclopédia que, “devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim significa “orvalho do mar.” Foi avaliada a capacidade antioxidante in vitro de extratos e frações de ácidos fenólicos obtidos das folhas de alecrim e o efeito do extrato aquoso sobre ratos diabéticos. “Constatamos que tanto os extratos como as frações apresentaram altos teores de compostos fenólicos totais e expressiva atividade antioxidante in vitro nos três métodos utilizados.” Ratos diabéticos Mediante ensaio in vivo, os ratos diabéticos apresentavam valor de glicemia em torno de 350 miligramas por decilitro (mg/dl), com características típicas da doença: poliúria (aumento de diurese), polifagia (excessivo consumo de alimento), polidipsia (sede excessiva) e perda de peso. Dentre os quatro grupos de ratos diabéticos, três foram tratados com extrato aquoso de alecrim administrado por 30 dias em concentrações diferentes. “O extrato aquoso de alecrim aumentou a atividade das enzimas antioxidantes (catalase e glutationa peroxidase) no fígado, e da superóxido dismutase no cérebro de ratos diabéticos, diminuindo também o percentual de hemoglobina glicada", afirma Ana Mara, explicando que, dessa forma, atenua-se o estresse oxidativo normalmente presente na doença. Amostras de sangue e tecidos foram coletadas após dois meses de experimento para a avaliação da capacidade antioxidante do extrato aquoso de alecrim. “A mesma dose (concentração intermediária de compostos fenólicos), quando administrada por 60 dias, além dos benefícios sobre a glicação de proteínas (hemoglobina glicada) e enzimas antioxidantes, também reduziu a concentração de lipídios circulantes, creatinina, bem como, manteve os valores normais das enzimas de função hepática.” O extrato aquoso de alecrim apresentou capacidade antioxidante in vitro significativa e quando administrado na concentração de 50 miligramas por quilo (mg/Kg) pode ter papel importante sobre o estresse oxidativo presente no diabetes experimental. “Esse dado indica que houve uma melhora significativa do perfil lipídico e antioxidante nos grupos de animais diabéticos que receberam o extrato aquoso dessa especiaria, sobretudo, na concentração de 50 mg/kg”, explica Ana Mara. A dissertação de mestrado de Ana Mara foi orientada pelo professor Jorge Mancini Filho, diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Mancini coordena há duas décadas um grupo de pesquisas que tem se dedicado ao estudo das mais variadas ervas e especiarias – canela, mostarda, orégano, sálvia e erva-doce –, que são fontes de antioxidantes naturais. Essa capacidade antioxidante está relacionada aos compostos fenólicos que apresentam papel importante nos processos de inibição de risco das doenças cardiovasculares e podem atuar sobre o estresse oxidativo, relacionado com diversas patologias como o diabetes, o câncer e processos inflamatórios.
Texto: Leandra Rajczuk
Fonte: Agência USP
Publicado em: 25/09/2008
Alecrim


Alecrim
veja só que maravilha! O alecrim – Rosmarinos officinalis, planta nativa da região mediterrânea – foi muito apreciado na Idade Média e no Renascimento, aparecendo em várias fórmulas, inclusive a “Água da Rainha da Hungria”, famosa solução rejuvenescedor
Elizabeth da Hungria recebeu, aos 72 anos, a receita de um anjo (um monge?) quando estava paralítica e sofria de gota. Com o uso do preparado, recobrou a saúde e a beleza. O rei da Polônia chegou a pedi-la em casamento!
Madame de Sévigné recomendava água de alecrim contra a tristeza. Rudolf Steiner afirmava que o alecrim é, acima de tudo, uma planta calorífera que fortalece o centro vital e age em todo o organismo. Além disso, equilibra a temperatura do sangue e, através dele, de todo o corpo. Por isso é recomendado contra anemia, menstruação insuficiente e problemas de irrigação sangüínea. Também atua no fígado. E uma melhor irrigação dos órgãos, estimula o metabolismo.
Um ex-viciado em drogas revelou que tivera uma visão de Jesus que o tornou capaz de livrar-se do vício. Jesus lhe sugeria que tomasse chá de alecrim para regenerar e limpar as células do corpo, pois o alecrim continha todas as cores do arco-íris.
O alecrim é digestivo e sudorífero. Ajuda a assimilação do açúcar (no diabetes) e é indicado para recompor o sistema nervoso após uma longa atividade intelectual. É recomendado para a queda de cabelo, caspa, cuidados com a pele, lesões e queimaduras; para curar resfriados e bronquites, para cansaço mental e estafa; ainda para perda de memória, aumentando a capacidade de aprendizado.
uma lenda sobre o alecrim
Existe uma graciosa lenda a respeito do alecrim: Quando Maria fugiu para o Egito, levando no colo o menino Jesus, as flores do caminho iam se abrindo à medida que a sagrada família passava por elas. O lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados, o lírio abriu seu cálice. O alecrim, sem pétalas nem beleza, lamentou não poder agradar o menino.
Cansada, Maria parou à beira do rio, e, enquanto a criança dormia, lavou suas roupinhas. Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las. “O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais”. Colocou-as então sobre o alecrim e ele as sustentou ao sol durante toda a manhã.
“Obrigada, gentil alecrim” – disse Maria. “Daqui por diante ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando. E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus, serão aromáticos. Eu abençôo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade.”
domingo, 22 de novembro de 2009




4711 Eau de Cologne, um clássico em perfumaria
A água milagrosa
Conheça um pouco mais sobre esse classico da perfumaria internacional e vai entender porque escolhemos reproduzir a colonia citrus fresh como nosso primeiro perfume natural.
Poucas empresas têm uma tradição tão longa quanto a alemã Muelhens. A fama da empresa da cidade de Colônia deve-se ao seu líder mundial de vendas, o Kölnisch Wasser 4711 (a legítima "Água de Colônia"). O lema da empresa se mantém até hoje: "Se estamos refrescados, estamos bem".
A original Água de Colônia 4711 é um clássico absoluto da perfumaria internacional.
Criada em 1792, na cidade alemã de Colônia (daí a origem do termo Eau de Cologne) a água recebeu a denominação 4711 quando a Alemanha foi invadida pelas tropas napoleônicas. Antes era conhecida como “Água Milagrosa”, pelas suas características revigorantes e refrescantes. Durante a ocupação da cidade, foi realizada uma numeração seqüencial em todas as casas e a dos proprietários da marca onde era fabricada recebeu o número 4711. Após a saída dos invasores eles resolveram adotar esse numeral como marca registrada.
Foi criada em 1709 na cidade alemã de Colônia, a fragrância continua sendo produzida em uma empresa familiar administrada por um descendente do perfumista italiano Johann Maria Farina.
Em três séculos de existência, ela já foi descrita como cheirosa, refrescante, luxuosa e até milagrosa. Apesar de ser confundida com o termo geral usado para perfumes com baixa concentração de essência, a famosa Água de Colônia é uma marca registrada que completou, no dia 13/07, 300 anos de criação.
O líquido que em poucas décadas encantaria as camadas mais altas das sociedades européias tem sua origem na cidade de Colônia, hoje a quarta mais populosa da Alemanha. Na Idade Média, a região chegou a ser a maior metrópole da Europa e também se tornou conhecida como Roma do Norte. Numa época em que banhos eram esporádicos por acreditar-se que a água transmitia doenças, a sociedade local ansiava por cheiros melhores.
Um alívio aos olfatos da cidade veio de fora, com o imigrante italiano Johann Baptist Farina fundando, em 13 de julho de 1709, a G.B. Farina, uma loja que logo mudou de endereço e nomes, ganhando fama anos mais tarde como Johann Maria Farina gegenüber dem Jïlichs-Platz (Johann Maria Farina em frente à praça Jülichs-Platz). Ali, Johann Baptist oferecia diversos artigos franceses de luxo, desde seda até especialidades culinárias. O produto que garantiu vida longa aos negócios da família Farina, entretanto, era água. Não água simples, mas a então chamada aqua mirabilis(água maravilhosa), que se tornou Água de Colônia em homenagem à cidade.
O perfume foi criado por Johann Maria, irmão de Johann Baptist. Em uma carta enviada a Baptist, Johann Maria Farina descreveu o momento da concepção do aroma assim: "Encontrei um cheiro que me lembra uma manhã na Itália, narcisos da montanha e folhas de laranja depois da chuva. Ele me refresca e fortalece meus sentidos e minha fantasia." Os dois irmãos se tornariam sócios em 1914.
A receita está patenteada com o nome Original Eau de Cologne. Para sua fabricação, Farina experimentou com uma nova técnica: sobre uma base de álcool muito concentrado diluiu essências de limão, laranja, bergamota, mandarim, lima, cedro, pomelo e uma mistura secreta de ervas. A Água de Colônia criou um novo conceito no setor de perfumes: o da colônia, um composto no qual a proporção de óleos de perfume de origem vegetal oscila entre 5% e 10%.
Objeto de luxo
A Água de Colônia oferecia um aroma fresco e revitalizante, contrastante com os perfumes fortes usados na época, como os à base de almíscar. Por isso, o líquido comercializado pelos Farina conquistou, aos poucos, a aristocracia. A princípio, os frascos que continham a agradável mistura de cheiros eram um artigo de luxo tão caro que não passavam de um mero sonho de consumo dos proletários. Por isso, há quem diga que a Água de Colônia era o "cheiro dos ricos". Mozart, Beethoven, Napoleão Bonaparte e monarcas da Prússia, da Inglaterra e de Portugal foram alguns dos clientes mais famosos da perfumaria Farina. Dizem também que o poeta Johann Wolfgang von Goethe se inspirava com pedaços de pano exalando o perfume.
300 anos depois
O criador da Água de Colônia faleceu em 1766, mas seus descendentes herdaram a receita e técnica de produção da fragrância. Hoje, a empresa tem cerca de 50 funcionários, atraindo segundo o diretor do Centro de Informações Turísticas de Colônia, Josef Sommer, muitos visitantes à cidade. O também chamado Johann Maria Farina, que pertence à oitava geração de descendentes do renomado Farina, é o atual diretor da pequena fábrica. A receita do perfume permanece um segredo da família e, apesar da curiosidade dos turistas e clientes, o acesso à fábrica também é restrito. O empresário gosta de manter o mistério no ar.
Sobre as técnicas de produção, apenas se sabe que a empresa não utiliza mais barris de madeira, e sim de aço, o que diminui a evaporação do álcool. Quanto às vendas, ele afirma apenas que "vai tudo muito bem". Apesar de não revelar detalhes, Johann conta que praticamente 85% da atual produção é exportada – principalmente para França, Estados Unidos e Oriente Médio. Desde 1924, os frascos originais de Água de Colônia são estampados com uma tulipa vermelha.
Produzido com ingredientes 100% naturais, tem em sua fórmula laranja, lavanda, lima, tangerina e óleo de neroli. O efeito revigorante de 4711 agrada tanto homens e mulheres que atestam, inclusive, suas qualidades terapêuticas ao combate ao calor, à poluição e ao stress diário.
Seus usuários classificam como "a mãe de todas Eau de Cologne". A fórmula secreta da 4711 Original Eau de Cologne ainda é apreciada em todo o mundo até hoje e faz do
"aqua mirabilis" um clássico absoluto, sem comparação.
É uma das mais antigas marcas, um nome reconhecido em todo o mundo por seus beneficios excepcionais.
A promessa foi mantida por mais de 300 anos: o uso de uma única composição tem um efeito positivo sobre a mente, corpo e alma.
São óleos essenciais, que são conhecidos pelas suas propriedades aromatherapeutic, produzindo uma indescritível sensação de bem-estar.
Curiosidade:
Desde 1792, a Muelhens é uma das marcas registradas da cidade alemã, assim como a famosa Catedral de Colônia.
A origem da empresa é curiosa. Wilhelm Mülhens se casou com a filha de um tabelião e recebeu uma receita secreta para produção da "água de Colônia" do monge Franz Maria Farina, como presente de casamento. O nome Farina virou sinônimo para "Eau de Cologne" e garantia de sucesso. Na época a água de colônia (Eau de Cologne) era vendida como remédio para todos os tipos; de dor de dente até peste.
Quatro anos depois do casamento, Mühlens comprou a casa de número 4711 na Rua Glockengasse. Na região, ocupada pelas tropas de Napoleão, todas as casas tiveram que ser renumeradas. Curiosamente, o famoso 4711, pertencia ao italiano Giovani Paolo Feminis, que oferecia aqua mirabilis.
Principais fontes de pesquisa:
http://www.odebate.com.br
http://perfumes.macherie.com.br
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Khyméia
Alquimia é uma palavra derivada do árabe al-kimia, que por sua vez originou-se do grego khymeia, que significava: ‘mistura de vários ingredientes’.
Na realidade a origem da palavra é incerta, sobretudo a raiz chem, ou khim de onde deriva também a palavra Química.
Embora seja fixado o séc. XIII como o do nascimento da Alquimia clássica, ela já era praticada desde a Antigüidade, entre os sumérios, e também na China, na Grécia, na Índia, e na Arábia, sempre envolvida em mistérios.
A relação da Alquimia com a Química, uma série de operações oriundas não só Alquimiadela como de épocas anteriores, quando já se praticava a Metalurgiametalurgia, permanecem até hoje na Química empírica, como manipulações que envolvem aquecimento, fusão, extração, destilação, sublimação, filtração etc.
Metais como ouro, prata, cobre, chumbo, ferro e estanho eram conhecidos e trabalhados antes da época da Alquimia. O mercúrio — metal líquido que provavelmente foi descoberto por volta de 300 a.C. foi bastante utilizado pelos alquimistas, assim como o elemento enxofre, que já era conhecido desde a Pré-História e foi utilizado nas primeiras operações metalúrgicas.
Os alquimistas também descobriram e prepararam novos compostos, resultados de reações entre metais e sais de cobre e ferro, que denominaram vitríolos (designação comum de vários sulfatos), alumes (sulfatos duplos hidratados de potássio e amônio), cloretos de sódio e amônio e os ácidos minerais, clorídrico, nítrico e sulfúrico.
Alquimistas famosos foram muitos, mas vamos mencionar apenas três.
O primeiro é Nicolas Flamel (1330-1418). Conta a história que Flamel sonhou com um livro misterioso, conseguiu encontrá-lo e decifrou sua linguagem criptografada com a ajuda de um mestre judeu, que conhecia os escritos místicos hebreus da Kabala. Com auxílio desse livro, Flamel conseguiu enganar a si próprio e aos outros, supondo ter obtido ouro a partir de metais menos nobres, e assim obteve glória e riqueza, passando à posteridade.
Outro famoso alquimista foi Paracelso (1494-1541), cujo nome verdadeiro era Phillipus Aureolus Thephrastus Bombast von Hohenmeim, que também era médico. Paracelso foi um grande preparador de remédios baseados em crenças populares e produtos químicos, tendo iniciado a aplicação da química na medicina.
O terceiro alquimista a ser citado é uma mulher, sem dúvida a figura feminina mais interessante da Alquimia: a controvertida Maria, a Judia. A época em que viveu e seus feitos estão envoltos em dúvidas e mistérios, mas é certo que existiu, tantas são as menções. Teriam sido várias Marias?
Alguns a chamam de Maria, a Profetisa, ou Miriam, e seria irmã do próprio Moisés bíblico. Outros a consideram como contemporânea do alquimista judeu Theófilo ou, ainda, a situam na época de Aristóteles, uma vez que a concepção aristotélica dos quatro elementos formadores do mundo condiz bastante com as idéias alquimistas de Maria,segundo Aristóteles, o enxofre era considerado a expressão do elemento fogo, e Maria o tomou como base para os principais processos que estudou.
O enxofre mencionado por ela, em frases sempre misteriosas, era "uma pedra que não é pedra" e "tão comum que ninguém a consegue identificar". Conta a Profetisa que Deus lhe revelou uma maneira de calcinar cobre com enxofre para produzir ouro. Esse enxofre era obtido do disulfeto de arsênico, que é achado em minas de ouro. Talvez tenha sido essa a origem da lenda da transmutação, ou transformação, de metais menos nobres em ouro.
Dentre as invenções de Maria estão o que até hoje chamamos de banho-maria, dois equipamentos de destilação, com duas ou três saídas para destilados — o dibikos e o tribikos — e um aparelho para sublimação, sendo-lhe ainda atribuída a descoberta do ácido clorídrico.
A Alquimia foi praticada até o séc. XVII, quando tem início a chamada Química Moderna, com as características de ciência, observação, experimentação, repetição e confirmação dos resultados dos experimentos, identificação e formulação de leis inicialmente as Leis Ponderais das reações químicas, com Lavoisier, Proust, Dalton.
Na realidade a origem da palavra é incerta, sobretudo a raiz chem, ou khim de onde deriva também a palavra Química.
Embora seja fixado o séc. XIII como o do nascimento da Alquimia clássica, ela já era praticada desde a Antigüidade, entre os sumérios, e também na China, na Grécia, na Índia, e na Arábia, sempre envolvida em mistérios.
A relação da Alquimia com a Química, uma série de operações oriundas não só Alquimiadela como de épocas anteriores, quando já se praticava a Metalurgiametalurgia, permanecem até hoje na Química empírica, como manipulações que envolvem aquecimento, fusão, extração, destilação, sublimação, filtração etc.
Metais como ouro, prata, cobre, chumbo, ferro e estanho eram conhecidos e trabalhados antes da época da Alquimia. O mercúrio — metal líquido que provavelmente foi descoberto por volta de 300 a.C. foi bastante utilizado pelos alquimistas, assim como o elemento enxofre, que já era conhecido desde a Pré-História e foi utilizado nas primeiras operações metalúrgicas.
Os alquimistas também descobriram e prepararam novos compostos, resultados de reações entre metais e sais de cobre e ferro, que denominaram vitríolos (designação comum de vários sulfatos), alumes (sulfatos duplos hidratados de potássio e amônio), cloretos de sódio e amônio e os ácidos minerais, clorídrico, nítrico e sulfúrico.
Alquimistas famosos foram muitos, mas vamos mencionar apenas três.
O primeiro é Nicolas Flamel (1330-1418). Conta a história que Flamel sonhou com um livro misterioso, conseguiu encontrá-lo e decifrou sua linguagem criptografada com a ajuda de um mestre judeu, que conhecia os escritos místicos hebreus da Kabala. Com auxílio desse livro, Flamel conseguiu enganar a si próprio e aos outros, supondo ter obtido ouro a partir de metais menos nobres, e assim obteve glória e riqueza, passando à posteridade.
Outro famoso alquimista foi Paracelso (1494-1541), cujo nome verdadeiro era Phillipus Aureolus Thephrastus Bombast von Hohenmeim, que também era médico. Paracelso foi um grande preparador de remédios baseados em crenças populares e produtos químicos, tendo iniciado a aplicação da química na medicina.
O terceiro alquimista a ser citado é uma mulher, sem dúvida a figura feminina mais interessante da Alquimia: a controvertida Maria, a Judia. A época em que viveu e seus feitos estão envoltos em dúvidas e mistérios, mas é certo que existiu, tantas são as menções. Teriam sido várias Marias?
Alguns a chamam de Maria, a Profetisa, ou Miriam, e seria irmã do próprio Moisés bíblico. Outros a consideram como contemporânea do alquimista judeu Theófilo ou, ainda, a situam na época de Aristóteles, uma vez que a concepção aristotélica dos quatro elementos formadores do mundo condiz bastante com as idéias alquimistas de Maria,segundo Aristóteles, o enxofre era considerado a expressão do elemento fogo, e Maria o tomou como base para os principais processos que estudou.
O enxofre mencionado por ela, em frases sempre misteriosas, era "uma pedra que não é pedra" e "tão comum que ninguém a consegue identificar". Conta a Profetisa que Deus lhe revelou uma maneira de calcinar cobre com enxofre para produzir ouro. Esse enxofre era obtido do disulfeto de arsênico, que é achado em minas de ouro. Talvez tenha sido essa a origem da lenda da transmutação, ou transformação, de metais menos nobres em ouro.
Dentre as invenções de Maria estão o que até hoje chamamos de banho-maria, dois equipamentos de destilação, com duas ou três saídas para destilados — o dibikos e o tribikos — e um aparelho para sublimação, sendo-lhe ainda atribuída a descoberta do ácido clorídrico.
A Alquimia foi praticada até o séc. XVII, quando tem início a chamada Química Moderna, com as características de ciência, observação, experimentação, repetição e confirmação dos resultados dos experimentos, identificação e formulação de leis inicialmente as Leis Ponderais das reações químicas, com Lavoisier, Proust, Dalton.
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