quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Lavanda


Lavanda ou alfazema
Lavandula officinalis.
Lavanda e alfazema são a mesma coisa, o mais certo é usar o termo lavanda, orginária do termo "lavandula", do verbo "lavare" que significa lavar, tomar banho.
Uma das fragrâncias mais conhecidas e agradaveis. Dificilmente não agrada.
Faz bem pra pele e pra alma. É poderoso cicatrizante, regenerador da pele, calmante por seus efeitos sedativos e por isso indicada para banho noturno e produtos para quarto e roupas de cama.
A cor lilás nos faz lembrar de um campo de lavanda, mas as cores são variadas, além da lilás temos branca, vinho e as tonalidades com varias nuances de lilás.
O óleo essencial tem poucos efeitos colaterais, por isso pode ser usado em massagens para crianças.
historico
A alfazema é uma erva muito cheirosa, originária da Ásia. De acordo com a História, ela foi inicialmente batizada pelos gregos com o nome de "nardus", em alusão à sua origem ligada a Naarda, uma cidadezinha na Síria, perto da região do rio Eufrates. Sua fama espalhou-se rapidamente pela Europa e foi ela a principal percursora do desenvolvimento e da expansão da arte da perfumaria e cosmética. Seus benefícios são tão amplos que, na aromaterapia, ela é considerada o óleo essencial básico para praticamente todos os tratamentos. Seu aroma é indicado especificamente para tranqüilizar o sistema nervoso, agindo sobre a emoção e deixando as pessoas mais serenas.

Alecrim auxilia no combate aos radicais livres.

Texto: Leandra Rajczuk
Fonte: Agência USP
Publicado em: 25/09/2008
Alecrim auxilia no combate aos radicais livres.
Uma pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP analisa a capacidade antioxidante das folhas do alecrim, revelando o quanto seria possível inibir os radicais livres. “O alecrim é bastante apreciado por seu aroma e sabor, tendo como constituintes os seguintes compostos fenólicos: ácido carnósico, carnosol, ácido rosmarínico, ácido caféico e éster do ácido hidroxicinâmico”, explica a nutricionista Ana Mara de Oliveira e Silva, autora da dissertação de mestrado Efeito dos compostos fenólicos presentes no alecrim (Rosmarinus officinalis L.) sobre as enzimas antioxidantes e os parâmetros bioquímicos de ratos diabéticos induzidos por estreptozotocina, defendida no dia 30 de maio. O alecrim (Rosmarinus officinalis L.) é um arbusto comum na região do Mediterrâneo ocorrendo até 1.500 metros de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária (segundo definição da Wikipédia, enciclopédia livre na Internet). Consta na enciclopédia que, “devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim significa “orvalho do mar.” Foi avaliada a capacidade antioxidante in vitro de extratos e frações de ácidos fenólicos obtidos das folhas de alecrim e o efeito do extrato aquoso sobre ratos diabéticos. “Constatamos que tanto os extratos como as frações apresentaram altos teores de compostos fenólicos totais e expressiva atividade antioxidante in vitro nos três métodos utilizados.” Ratos diabéticos Mediante ensaio in vivo, os ratos diabéticos apresentavam valor de glicemia em torno de 350 miligramas por decilitro (mg/dl), com características típicas da doença: poliúria (aumento de diurese), polifagia (excessivo consumo de alimento), polidipsia (sede excessiva) e perda de peso. Dentre os quatro grupos de ratos diabéticos, três foram tratados com extrato aquoso de alecrim administrado por 30 dias em concentrações diferentes. “O extrato aquoso de alecrim aumentou a atividade das enzimas antioxidantes (catalase e glutationa peroxidase) no fígado, e da superóxido dismutase no cérebro de ratos diabéticos, diminuindo também o percentual de hemoglobina glicada", afirma Ana Mara, explicando que, dessa forma, atenua-se o estresse oxidativo normalmente presente na doença. Amostras de sangue e tecidos foram coletadas após dois meses de experimento para a avaliação da capacidade antioxidante do extrato aquoso de alecrim. “A mesma dose (concentração intermediária de compostos fenólicos), quando administrada por 60 dias, além dos benefícios sobre a glicação de proteínas (hemoglobina glicada) e enzimas antioxidantes, também reduziu a concentração de lipídios circulantes, creatinina, bem como, manteve os valores normais das enzimas de função hepática.” O extrato aquoso de alecrim apresentou capacidade antioxidante in vitro significativa e quando administrado na concentração de 50 miligramas por quilo (mg/Kg) pode ter papel importante sobre o estresse oxidativo presente no diabetes experimental. “Esse dado indica que houve uma melhora significativa do perfil lipídico e antioxidante nos grupos de animais diabéticos que receberam o extrato aquoso dessa especiaria, sobretudo, na concentração de 50 mg/kg”, explica Ana Mara. A dissertação de mestrado de Ana Mara foi orientada pelo professor Jorge Mancini Filho, diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Mancini coordena há duas décadas um grupo de pesquisas que tem se dedicado ao estudo das mais variadas ervas e especiarias – canela, mostarda, orégano, sálvia e erva-doce –, que são fontes de antioxidantes naturais. Essa capacidade antioxidante está relacionada aos compostos fenólicos que apresentam papel importante nos processos de inibição de risco das doenças cardiovasculares e podem atuar sobre o estresse oxidativo, relacionado com diversas patologias como o diabetes, o câncer e processos inflamatórios.

Texto: Leandra Rajczuk
Fonte: Agência USP
Publicado em: 25/09/2008

Alecrim



Alecrim
veja só que maravilha! O alecrim – Rosmarinos officinalis, planta nativa da região mediterrânea – foi muito apreciado na Idade Média e no Renascimento, aparecendo em várias fórmulas, inclusive a “Água da Rainha da Hungria”, famosa solução rejuvenescedor

Elizabeth da Hungria recebeu, aos 72 anos, a receita de um anjo (um monge?) quando estava paralítica e sofria de gota. Com o uso do preparado, recobrou a saúde e a beleza. O rei da Polônia chegou a pedi-la em casamento!

Madame de Sévigné recomendava água de alecrim contra a tristeza. Rudolf Steiner afirmava que o alecrim é, acima de tudo, uma planta calorífera que fortalece o centro vital e age em todo o organismo. Além disso, equilibra a temperatura do sangue e, através dele, de todo o corpo. Por isso é recomendado contra anemia, menstruação insuficiente e problemas de irrigação sangüínea. Também atua no fígado. E uma melhor irrigação dos órgãos, estimula o metabolismo.

Um ex-viciado em drogas revelou que tivera uma visão de Jesus que o tornou capaz de livrar-se do vício. Jesus lhe sugeria que tomasse chá de alecrim para regenerar e limpar as células do corpo, pois o alecrim continha todas as cores do arco-íris.

O alecrim é digestivo e sudorífero. Ajuda a assimilação do açúcar (no diabetes) e é indicado para recompor o sistema nervoso após uma longa atividade intelectual. É recomendado para a queda de cabelo, caspa, cuidados com a pele, lesões e queimaduras; para curar resfriados e bronquites, para cansaço mental e estafa; ainda para perda de memória, aumentando a capacidade de aprendizado.

uma lenda sobre o alecrim
Existe uma graciosa lenda a respeito do alecrim: Quando Maria fugiu para o Egito, levando no colo o menino Jesus, as flores do caminho iam se abrindo à medida que a sagrada família passava por elas. O lilás ergueu seus galhos orgulhosos e emplumados, o lírio abriu seu cálice. O alecrim, sem pétalas nem beleza, lamentou não poder agradar o menino.

Cansada, Maria parou à beira do rio, e, enquanto a criança dormia, lavou suas roupinhas. Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las. “O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais”. Colocou-as então sobre o alecrim e ele as sustentou ao sol durante toda a manhã.

“Obrigada, gentil alecrim” – disse Maria. “Daqui por diante ostentarás flores azuis para recordarem o manto azul que estou usando. E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos que sustentaram as roupas do pequeno Jesus, serão aromáticos. Eu abençôo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão aroma de santidade.”